16 militares colhidos por automóvel ligeiro
Jornal de Notícias, 04 de Dezembro de 2009
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Nacional
O acidente ocorrido hoje de manhã em Tancos com uma coluna militar provocou 16 feridos, dois dos quais com gravidade, disse fonte militar.
Os dois feridos com maior gravidade estão ser estabilizados no local para serem transportados de helicóptero para um hospital de Lisboa, pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), segundo a mesma fonte.
Outros 12 feridos foram enviados para o Hospital de Abrantes e dois com ferimentos "muito ligeiros" receberam assistência no local e foram transportados para centros de saúde em Torres Novas e Tomar.
O acidente ocorreu cerca das 07:30, quando 52 militares saíram num exercício de marcha e uma viatura comercial ligeira perdeu o controlo e atingiu vários pára-quedistas, na estrada para Constância (distrito de Santarém).
Os militares envolvidos no acidente pertencem ao Curso de Combate ministrado na Escola da Tropas Pára-quedistas de Tancos e cumpriam a primeira semana de treino.
O Exército mobilizou dois oficiais para acolher os familiares que se dirijam para a Base de Tancos, disse a fonte militar contactada pela Lusa.
Condutor diz que militares não estavam identificados com coletes
O condutor do veículo ligeiro comercial que hoje, sexta-feira, atropelou, em Tancos, Santarém, 16 militares, três dos quais com gravidade, disse que no momento do acidente "estava escuro" e que os militares "não estavam identificados com coletes".
"Estava escuro. Eles não vinham identificados com coletes nem com camisolas brancas. Tentei desviar-me mas não consegui e apanhei o pelotão", disse à Lusa José Filipe, que fazia o percurso Tancos-Praia do Ribatejo para fazer distribuição de jornais.
José Filipe explicou que os militares vestiam t-shirts e calças verdes. "As primeiras ambulâncias e as autoridades policiais a chegarem ao local podem comprovar que eles vestiam t-shirts e calças verdes. Eu bati na minha mão", referindo-se à faixa em que seguia.
O porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Perdigão, alterou, entretanto, o que tinha dito sobre a matéria. "Efectivamente não usavam coletes. Vinham dois elementos à frente e dois atrás para sinalizar a coluna militar, de forma gestual", explicou, em declarações à Lusa.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Barquinha, Carlos Gonçalves, disse à Lusa que "têm ocorrido muitos acidentes naquele local, alguns com gravidade, mas nunca envolveram militares em treino".
"Trata-se de um recta que atravessa o polígono militar. Têm ocorrido muitos acidentes envolvendo viaturas que circulam a grandes velocidades, mas nunca com militares em treino", disse o comandante que integra os bombeiros voluntários de Barquinha há 18 anos.
Dois dos feridos com maior gravidade foram transportados por um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para os hospitais de S. José e Santa Maria, em Lisboa.
Os outros militares feridos, outros dos quais com gravidade, foram enviados para o Hospital de Abrantes e Tomar. O acidente ocorreu cerca das 07:00.













