EXÉRCITO DESPEDE SEM COMPROMETER MISSÕES


TVI24, 25 de Maio de 2010

ministro

Ministro da Defesa assegurou que a redução «não influencia compromissos internacionais» nem qualidade das missões.

O Exército português vai reduzir anualmente 25 por cento dos efectivos até 2013 e poupar dezenas de milhões de euros, sem comprometer, no entanto, a qualidade das missões, escreve a Lusa.

«Até 2013 atingiremos um novo plafond e, no caso do exército, a aproximação a esse novo plafond faz-se a uma cadência de 25 por cento de redução por ano e em resultado disso estimamos uma poupança na ordem das várias dezenas de milhões de euros», afirmou o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.

O governante justificou a redução de efectivos nas Forças Armadas com o processo de aceleração da consolidação orçamental em curso na União Europeia, mas assegurou que será cumprido o «princípio condutor» de que «as missões que é preciso realizar sejam cumpridas» e que as condições para o seu cumprimento «sejam satisfeitas».

«Nenhuma missão constitucional e legal atribuída às Forças Armadas é comprometida» com a redução que, para Augusto Santos Silva, «não influencia compromissos internacionais».

«A qualidade do desempenho há muito que não depende de uma relação directa e proporcional do número de efectivos» sustentou, com base na redução do número de militares que na década de sessenta ascendia a 150 mil homens, nos anos 90 desceu para 80 mil e actualmente se situa nos 40 mil.

«As missões que nós desempenhamos, quer do ponto de vista interno quer através das forças destacadas no quadro dos sistemas de alianças a que pertencemos (...) são hoje desempenhadas de forma mais eficiente e garantem uma projecção portuguesa no mundo superior aquela que tínhamos», concluiu.

 

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