Afeganistão: "Santos Silva admite que missão portuguesa é um risco inegável"
Lusa, 29 de Janeiro de 2010

O ministro da Defesa Nacional admitiu hoje que a missão das tropas portuguesas no Afeganistão é um risco “inegável”, sublinhando, contudo, que os militares enviados têm todo o equipamento necessário para diminuir esse risco.
“Ninguém pode negar que a missão no Afeganistão é um risco, mas os nossos militares profissionais sabem muito bem lidar com o risco e têm o equipamento e as normas de segurança necessárias para diminuir o mais que possam o risco a que estão sujeitos”, afirmou à Lusa Augusto Santos Silva, à margem da cerimónia de recepção de ano novo aos alunos bolseiros vindos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, realizada hoje no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras.
“As missões são sempre de diferentes riscos. O risco da missão no Afeganistão é inegável, é um risco muito mais elevado do que as nossas missões no Líbano ou no Kosovo, mas não há actividade nem defesa militar sem risco”, acrescentou.
Sobre a manifestação de quinta-feira realizada por activistas portugueses que se concentraram em protesto contra a participação de Portugal nas forças da NATO no Afeganistão, exigindo a retirada imediata de militares portugueses do país, o ministro responsável pela pasta da Defesa disse apenas que “a decisão portuguesa de reforçar o contingente português no Afeganistão foi uma decisão com uma única razão: a fronteira de segurança de Portugal está hoje no Afeganistão”.
“É lá que combatemos o terrorismo e onde defendemos a nossa paz e é lá que defendemos o nosso direito de viver e com que valores queremos viver”, sustentou Santos Silva.
Portugal mantém actualmente no Afeganistão duas equipas de treino e enquadramento de unidades do Exército afegão, uma equipa médica e três elementos no Quartel-General da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), num total de uma centena de militares.
Com a partida para o Afeganistão de uma unidade de combate, a presença militar portuguesa elevar-se-á a mais de 250 homens.











