CRÓNICAS DO PRESIDENTE


presidente

A prevenção é solução

Prevenir significa, antecipar qualquer situação menos positiva e agir de forma a contrariar qualquer catástrofe.

Portugal encontra-se a arder de Norte a Sul, diz a maioria (que pelos vistos não consegue pensar de forma autónoma) que é devido à seca que estamos a atravessar.

Direi eu, que por falta de prevenção individual e colectiva, nomeadamente a limpeza de matéria orgânica seca, de campos agrícolas por cultivar e zonas florestais, com a permanência desta matéria de fácil combustão, nestes locais.

Com esta matéria de fácil combustão presente, aliada à seca, temos a experiência catastrófica dos incêndios, a que se tem vindo a assistir em Portugal e continuará a assistir nos próximos anos, pelo menos, enquanto a prevenção individual e colectiva não se efectivar, em que todos somos responsáveis por todos, limpeza do seu espaço de gestão e remoção da matéria orgânica de fácil combustão.

Em desespero e por falta de uma atitude preventiva, gastam-se milhões de Euros, na minimização dos efeitos, capital esse que vai fazer imensa falta, para outro tipo de investimentos.

A ANCE foi criada, numa perspectiva de prevenção ou minimização do impacto negativo, que a maioria dos RV/RC do Exército Português, tem que superar na sua passagem à disponibilidade, ou mesmo na transição para qualquer outro emprego na área pública ou privada da Sociedade Portuguesa, em que o facto de cada jovem ter passado pelo RV/RC do Exército Português, pode ter um peso muito significativo, mas que só se poderá rentabilizar com orientação adequada, tanto de forma individual, como colectiva, em que tudo o que se conquistar, é benefício conjunto, ganhando o individuo, daí a sua prestação à ANCE, ter que ser também individual, porque reforço do colectivo, a ANCE.

Por isso, nos últimos anos temos tido uma intervenção cívica, junto do Sr. Presidente da República, porque Comandante Supremo das Forças Armadas, do poder político que tem tutelado as Forças Armadas e da própria Chefia do Exército, sempre com o objectivo de contribuir para a prevenção e minimização do impacto negativo de transição do jovem que presta o seu serviço em RV/RC no Exército Português, para qualquer outro tipo de actividade profissional, através de uma forte intervenção na melhoria legislativa e sua aplicabilidade, em que cada um dos interessados deve ter sempre presente que interagir com a ANCE é fundamental, até para se aferir da funcionalidade dos próprios Incentivos que existem e são para funcionar.

Desta forma, quando o fogo chega, a minha passagem à disponibilidade, eu já estou preparado, porque também já sou associado da ANCE, para enfrentar esse mesmo fogo, porque, entretanto, já eliminei o combustível orgânico que lhe iria dar vida, ou seja, conheço a legislação que me abrangeu, durante a minha prestação de serviço militar em RV/RC, utilizando-a em meu benefício, na passagem à disponibilidade já sei o que vou fazer, se algo correr menos bem sei que posso recorrer ao apoio da ANCE.

Assim, ser associado da ANCE, é contribuir para a melhoria da minha situação pessoal e do colectivo a que pertenço, por isso, é que cada um tem que se assumir, quer venha a necessitar ou não, porque só desta forma, poderemos evitar situações de angústia pessoal e por conseguinte colectiva.

O Associativismo, permite-me participar na melhoria da minha situação pessoal e profissional, com a vantagem de se estender a todos os que do meu grupo social fazem parte, ou seja, os RV/RC do Exército Português, no activo e na disponibilidade.

Não deixemos que o fogo do desespero, se aproxime sequer de nós, em que prevenir é trabalhar em equipa, por antecipação, limpando constantemente a matéria orgânica seca de fácil combustão e não em rescaldo de uma catástrofe que já não tem retorno, ou seja, o permanente adormecimento na aparência de estabilidade profissional e pessoal.

Assumimos assim, a nossa liberdade com máxima responsabilidade.

 

Rosalino Soares

 

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