CRÓNICAS DO PRESIDENTE
A tomada de consciência é fundamental
Tomar consciência significa, no contexto Associativo, independentemente da necessidade, contribuir para o reforço do grupo, Voluntários e Contratados do Exército que a ANCE representa, porque com ou sem o seu apoio, esta representatividade já se efectua desde 14 de Março de 1997, assim cada um sabe a força real que a ANCE possui, basta analisar de forma individual cada um dos que é Voluntário ou Contratado do Exército, se já é Associado da ANCE.
Pouco nos importa, que os de fora digam se somos poucos ou muitos em união, mas se cada um de nós se assumir como membro efectivo, todas as dificuldades que nos têm colocado como grupo, seja nas promoções, no direito ao subsídio de desemprego, ao subsídio de maternidade, ao subsídio para apoio a estudos superiores, à contagem do tempo de serviço prestado nas Forças Armadas, para efeitos de progressão no escalão da área pública, seja, nos Tribunais, nas Finanças, na Administração Interna, na Saúde ou qualquer outro serviço público.
Só um trabalho individual, em interacção com a ANCE, poderá beneficiar todos, até agora só alguns, porque com mais conhecimentos ou mais persistentes, conseguiram ver reconhecidos os seus direitos, pelo menos relativamente a este ponto, alguns a trabalhar com a ANCE, outros por opção, de forma completamente solitária.
Os que trabalharam com a ANCE, permite que o caminho por eles percorrido, porque partilhado, sirva para que quem tiver que percorrer um caminho similar, atinja com eficácia um resultado efectivo e benéfico, porque testado, que de outra forma leva na maioria das vezes à desistência de uma luta que se vislumbra justa, mas que não consegue encontrar esse mesmo caminho justo, porque imensas barreiras se levantam e as forças para as superar com o passar do tempo vão desaparecendo, ou desaparecem de forma efectiva, com claro prejuízo do interessado.
Da mesma forma, aquele que sozinho, com capacidade financeira que lhe permite pôr um bom advogado a resolver-lhe uma qualquer dificuldade, anteriormente enumerada e a consiga superar, em seu benefício, certamente que é um vencedor, mas sem ser partilhada essa vitória é somente pessoal, quando poderia ser de todo o grupo.
Mas se estivéssemos, todos mas mesmo todos, em interacção contínua, então, talvez tivéssemos um panorama, completamente diferente, para infinitamente melhor, mas nada está perdido, desde que comecemos a remodelar a nossa atitude de coesão individual com este colectivo de que fazemos parte, com esta pequena remodelação, o colectivo sairá certamente, imensamente beneficiado.
Num tempo em que o conhecimento, a informação e a partilha de ambos são fundamentais, a pergunta que certamente nos temos que fazer é: Afinal do que é que temos estado à espera?
Talvez, de que esta informação nos chegasse, a reflectíssemos e a coloquemos na nossa acção diária, seja no activo ou na disponibilidade.
Assumimos assim, a nossa liberdade com máxima responsabilidade.
Rosalino Soares
